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Conheça as etapas da fertilização in vitro, dia a dia

O calendário de um ciclo de FIV: quando começam as aplicações, quantas visitas, o dia da coleta, os dias do laboratório e o teste.

vaso de cerâmica com ramos secos sobre uma prateleira de madeira, junto à janela
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Este é o calendário de um ciclo de fertilização in vitro, dia a dia: quando começam as aplicações, quantas vezes se volta ao consultório, em que momento acontece a coleta e quando sai o resultado. Se o que você procura é entender o que a FIV é e para quem ela é indicada, a página sobre fertilização in vitro cobre isso — aqui o assunto é o cronograma.

Antes do dia 1: o que precisa estar pronto

O ciclo não começa na primeira injeção. Antes dele é preciso ter a investigação concluída, os exames de sorologia do casal válidos, a cavidade uterina avaliada, a documentação do tratamento assinada e o protocolo definido a partir da reserva ovariana.

Em alguns protocolos, há um preparo no ciclo anterior — uso de anticoncepcional ou de outra medicação para programar o início. Isso é definido no planejamento e muda a contagem dos dias.

Dias 1 a 10: a estimulação

A contagem começa com a menstruação. As aplicações são subcutâneas, diárias, feitas em casa, geralmente no fim do dia e em horário fixo. A paciente aprende a aplicar na consulta de orientação, e a maioria descreve o desconforto como pequeno — agulhas finas, aplicação rápida.

Durante esse período há de três a cinco visitas de monitorização, com ultrassonografia transvaginal e, quando necessário, coleta de sangue. Cada visita é rápida, geralmente no começo da manhã, e serve para ajustar dose. É nessa fase que o tratamento exige mais da rotina: as visitas não são remarcáveis, porque dependem do crescimento folicular.

Os efeitos mais comuns nessa etapa são sensação de peso e distensão abdominal, sensibilidade mamária e oscilação de humor. Atividade física intensa costuma ser desaconselhada na segunda metade da estimulação, quando os ovários já estão aumentados.

O gatilho e a coleta

A aplicação que desencadeia a maturação final tem hora marcada, e essa hora não é aproximada: a coleta acontece cerca de 34 a 36 horas depois. Aplicar fora do horário compromete o ciclo inteiro. É a orientação mais importante de todo o processo.

A coleta é feita em jejum, sob sedação, e dura de 15 a 20 minutos. A alta costuma ocorrer poucas horas depois, com acompanhante obrigatório. O dia da coleta é um dia de repouso: cólica, sensação de peso e sangramento discreto são esperados.

No mesmo dia é colhida a amostra seminal, ou descongelado o material previamente armazenado, e a fertilização é realizada no laboratório algumas horas depois.

Os dias do laboratório

No dia seguinte à coleta vem a primeira informação: quantos óvulos estavam maduros e quantos fertilizaram. É um número quase sempre menor que o de óvulos coletados, e saber disso de antemão evita um susto desnecessário.

Nos dias seguintes, os embriões são acompanhados até o estágio de blastocisto, no quinto ou sexto dia. Nem todos chegam lá — essa é a seleção natural do desenvolvimento, e é justamente por isso que o cultivo prolongado informa sobre qualidade.

A transferência e a espera

A transferência dura poucos minutos, é feita com a bexiga parcialmente cheia para melhorar a visualização ultrassonográfica e não requer sedação na maioria dos casos. Quando a estratégia é congelar tudo, ela acontece em um ciclo posterior, com o endométrio preparado à parte.

Depois vem a espera até o teste, feito por dosagem de beta-hCG no sangue cerca de 9 a 12 dias após a transferência. Testes de farmácia feitos antes disso geram resultados enganosos — tanto falso-negativos quanto positivos residuais da medicação usada no gatilho.

Repouso absoluto nesse período não aumenta a chance de implantação. A orientação é retomar a rotina evitando esforços intensos, e a progesterona continua até o resultado.

Perguntas frequentes

Etapas da FIV: o que mais perguntam

Quantas vezes preciso ir ao consultório durante um ciclo de FIV?

Em geral de três a cinco visitas de monitorização durante a estimulação, mais o dia da coleta e o da transferência. As visitas são rápidas, mas as datas dependem do crescimento folicular e não podem ser remarcadas livremente.

Posso trabalhar durante o tratamento?

Sim, na maior parte do ciclo. As aplicações são domiciliares e as consultas são rápidas. O dia da coleta exige repouso por causa da sedação, e na segunda metade da estimulação costuma-se evitar atividade física intensa.

Quando posso fazer o teste de gravidez?

A dosagem de beta-hCG no sangue é feita cerca de 9 a 12 dias após a transferência. Testes de farmácia antes desse prazo produzem resultados enganosos, inclusive positivos residuais da medicação usada para o gatilho.

Todos os óvulos coletados viram embriões?

Não. Apenas os óvulos maduros podem ser fertilizados, nem todos fertilizam e nem todos os embriões chegam ao estágio de blastocisto. Essa sequência de perdas é esperada e faz parte do processo.

Fontes e referências

Conteúdo educativo, baseado em diretrizes de sociedades médicas. Não substitui consulta médica: a avaliação de cada caso é individual e acontece em consulta.

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