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Inseminação intrauterina: como é o procedimento na prática

Como se prepara o ciclo, como é o dia do procedimento, os quinze dias seguintes e o critério objetivo para mudar de estratégia.

duas pessoas sentadas frente a frente à mesa, com canecas entre elas
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Se você já sabe que a inseminação intrauterina foi indicada para o seu caso, este texto é sobre o que acontece na prática: como se prepara o ciclo, como é o dia do procedimento, o que esperar depois e quais critérios objetivos indicam que é hora de mudar de estratégia. A página sobre inseminação intrauterina cobre a indicação; aqui está o detalhe do percurso.

Como se prepara o ciclo

O ciclo começa nos primeiros dias da menstruação, com a medicação de estimulação — oral ou injetável em dose baixa. O objetivo é desenvolver um folículo, no máximo dois. Mais que isso muda o cálculo de risco do ciclo.

A partir do meio do ciclo entram as ultrassonografias de monitorização, em geral duas a três. Elas medem o folículo dominante e a espessura do endométrio, e definem o dia do gatilho.

O dia do procedimento

A coleta da amostra seminal acontece algumas horas antes, com orientação de abstinência de dois a cinco dias. O laboratório processa a amostra — o chamado preparo seminal — para separar os espermatozoides móveis do plasma seminal. Esse preparo leva cerca de uma hora e é obrigatório.

A inseminação em si dura poucos minutos. A paciente fica em posição ginecológica, um espéculo é colocado e um cateter fino e flexível atravessa o colo do útero para depositar a amostra na cavidade uterina. Não há necessidade de sedação, e a sensação é comparável à de um exame ginecológico com cólica leve.

Após o procedimento, um repouso curto no local e liberação para retomar a rotina no mesmo dia. Pequeno sangramento e cólica por algumas horas são esperados.

Os quinze dias seguintes

O suporte com progesterona pode ser prescrito conforme o caso. Atividade física habitual está liberada, relações sexuais também, e não há restrição alimentar. O teste de gravidez é feito por dosagem no sangue cerca de duas semanas depois.

Um cuidado prático que evita angústia: a medicação usada para programar a ovulação pode positivar testes de farmácia feitos cedo demais, produzindo um resultado que não corresponde a uma gestação. Esperar a data combinada e fazer o exame de sangue é a única forma confiável de saber.

Quando mudar de estratégia

A maior parte das gestações por inseminação acontece nos três ou quatro primeiros ciclos. Depois disso, repetir raramente altera o resultado. Esse limite deve ser combinado antes de começar, e ser menor ainda a partir dos 38 anos.

Há também situações em que o próprio ciclo indica mudança: resposta ovariana insuficiente apesar do ajuste de dose, contagem de espermatozoides móveis abaixo do limiar após o preparo, ou cancelamentos repetidos por resposta excessiva. Cada uma dessas é um dado, não um fracasso.

No consultório em Brasília, esse critério de mudança é definido junto com a indicação — quantos ciclos, e o que exatamente dispara a conversa sobre avançar para a fertilização in vitro.

Perguntas frequentes

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Preciso de acompanhante no dia da inseminação?

Não é necessário, porque o procedimento não envolve sedação e a paciente é liberada logo depois. Ainda assim, muitas pacientes preferem estar acompanhadas, e isso não interfere no procedimento.

Posso ter relações sexuais depois da inseminação?

Sim, não há restrição na maioria dos casos — e em alguns protocolos isso inclusive é orientado. A recomendação específica faz parte da orientação do ciclo.

Quanto tempo antes preciso da amostra seminal?

A coleta é feita algumas horas antes do procedimento, com orientação de abstinência de dois a cinco dias. O preparo seminal em laboratório leva cerca de uma hora.

Se não der certo, posso repetir no ciclo seguinte?

Em geral sim, respeitando o intervalo orientado e o número de tentativas combinado. Se houve resposta ovariana excessiva ou alguma intercorrência, pode ser indicado pular um ciclo antes de repetir.

Fontes e referências

Conteúdo educativo, baseado em diretrizes de sociedades médicas. Não substitui consulta médica: a avaliação de cada caso é individual e acontece em consulta.

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