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Procedimentos
Congelamento de óvulos em Brasília: como funciona
Preservação da fertilidade por vitrificação: como é a estimulação, a coleta e o congelamento, e por que a idade no congelamento decide.
Procedimentos
Congelar óvulos é preservar, para o futuro, óvulos com a idade que eles têm hoje. A técnica atual, a vitrificação, tornou o procedimento previsível e seguro — e a variável que mais determina o resultado não é a tecnologia: é a idade em que a mulher congela. Quanto mais cedo, menos óvulos são necessários para a mesma chance.
Por que a idade no congelamento é o fator central
O óvulo congelado mantém as características do momento em que foi vitrificado. Uma mulher que congela aos 32 anos e usa os óvulos aos 40 está usando óvulos de 32 anos — com a competência cromossômica correspondente a essa idade, e não à idade dela no momento do uso.
Isso explica por que o número de óvulos necessários cresce com a idade: aos 30 anos, uma parcela maior deles é cromossomicamente normal; a partir dos 38, é preciso um número consideravelmente maior para chegar à mesma chance de um nascimento. Congelar cedo custa menos ciclos.
Para quem o congelamento é indicado
Preservação eletiva — mulheres que desejam adiar a maternidade por razões pessoais, profissionais ou por ainda não terem um projeto parental definido.
Preservação oncológica — antes de quimioterapia ou radioterapia que possam comprometer a função ovariana. Nestes casos o tratamento é planejado em regime de urgência, em articulação com a equipe oncológica.
Endometriose, sobretudo ovariana bilateral, ou antes de cirurgia sobre o ovário que possa reduzir a reserva.
Histórico familiar de menopausa precoce ou insuficiência ovariana prematura.
Doenças autoimunes com indicação de tratamento gonadotóxico.
Situações em que, durante um ciclo de FIV, não é possível ou desejável fertilizar todos os óvulos.
Como é o procedimento
O processo é, até a coleta, idêntico ao de um ciclo de FIV: estimulação ovariana com medicações injetáveis por cerca de 8 a 12 dias, monitorização por ultrassonografia seriada, indução da maturação final e punção folicular transvaginal sob sedação.
A diferença está no que acontece depois: em vez de serem fertilizados, os óvulos maduros são vitrificados — um congelamento ultrarrápido que impede a formação de cristais de gelo dentro da célula. Eles ficam armazenados em nitrogênio líquido, sem prazo de deterioração conhecido enquanto a conservação for mantida.
Só óvulos maduros são congelados. Por isso o número de óvulos coletados e o número de óvulos vitrificados costumam ser diferentes — e é o segundo que importa. Essa é uma das informações que precisa estar clara antes de começar, para que a expectativa seja construída sobre o número certo.
O que acontece quando a mulher decide usar
Os óvulos são descongelados e fertilizados por ICSI — a injeção de um espermatozoide em cada óvulo —, porque a membrana do óvulo vitrificado se comporta de forma que torna essa técnica a escolha padrão. Os embriões resultantes são cultivados e transferidos para o útero, previamente preparado.
Nem todos os óvulos sobrevivem ao descongelamento, nem todos os que sobrevivem fertilizam, e nem todos os embriões formados chegam ao estágio ideal. Essa sequência de perdas é esperada e conhecida — e é por isso que o planejamento fala em número de óvulos, e não em um óvulo igual a uma chance.
O que a decisão exige saber antes
A avaliação prévia inclui reserva ovariana (AMH e contagem de folículos antrais), sorologias, avaliação clínica e ultrassonografia. É ela que permite estimar a resposta e definir se um ciclo será suficiente ou se mais de um será necessário para atingir o número desejado.
Também faz parte da conversa o que a norma brasileira estabelece sobre armazenamento, sobre o destino do material em caso de desistência e sobre a documentação que formaliza tudo isso. Esses pontos são definidos por escrito antes do início do tratamento, e não depois.
No consultório em Brasília, no Centro Clínico Sul, a consulta de preservação da fertilidade começa por essa avaliação e termina com um plano concreto: número estimado de óvulos, número provável de ciclos e o calendário do processo.
Perguntas frequentes
Congelamento de óvulos: o que mais perguntam
Qual a melhor idade para congelar óvulos?
Quanto mais cedo, melhor o resultado por ciclo. Congelamentos realizados até por volta dos 35 anos exigem menos óvulos para a mesma chance futura. Depois dos 38, o número necessário cresce de forma significativa, mas o procedimento continua fazendo sentido em muitos casos.
Quantos óvulos preciso congelar?
Depende da idade no momento do congelamento e do objetivo reprodutivo. Mulheres mais jovens alcançam boa chance com menos óvulos; a partir dos 38 anos o número necessário aumenta bastante, o que pode exigir mais de um ciclo de estimulação.
Por quanto tempo os óvulos podem ficar congelados?
Não há prazo de deterioração conhecido enquanto a criopreservação em nitrogênio líquido é mantida de forma adequada. O tempo de armazenamento e as condições de manutenção são definidos em contrato, conforme a norma vigente.
Congelar óvulos antecipa a menopausa?
Não. A estimulação recruta folículos que já seriam perdidos naturalmente naquele ciclo — ela não consome reserva adicional nem antecipa a menopausa.
Congelar óvulos garante uma gravidez no futuro?
Não existe garantia. O congelamento aumenta de forma significativa as opções futuras, mas o resultado depende da idade no congelamento, do número de óvulos vitrificados e das etapas seguintes — sobrevivência ao descongelamento, fertilização e desenvolvimento embrionário.
Conteúdo educativo, baseado em diretrizes de sociedades médicas. Não substitui consulta médica: a avaliação de cada caso é individual e acontece em consulta.
Como a quantidade e qualidade dos óvulos sofrem declínio natural com o avançar da idade (com inflexão mais acentuada após os 35 anos), o congelamento oferece autonomia e planejamento para mulheres que desejam adiar a maternidade por motivos pessoais, profissionais ou antes de tratamentos oncológicos.
Quando é indicado
Mulheres que desejam planejar a maternidade para o futuro
Histórico familiar de menopausa precoce
Diagnóstico de endometriose ovariana progressiva
Preservação prévia a tratamentos quimioterápicos ou cirúrgicos
Como é o caminho
1. Avaliação da ReservaDosagem de hormônio antimülleriano e contagem de folículos antrais.
2. Protocolo de EstimulaçãoEstimulação controlada visando número seguro de oócitos maduros.
3. Aspiração e VitrificaçãoColeta rápida e congelamento imediato em nitrogênio líquido a -190°C.
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