A histeroscopia dói?
A histeroscopia diagnóstica costuma causar cólica moderada e passageira, comparável a uma cólica menstrual forte, e dura poucos minutos. Há orientação de analgesia prévia, e procedimentos cirúrgicos são realizados com anestesia.
Procedimentos
Diagnóstica e cirúrgica: quando é indicada, como é feita, como é o pós e por que avaliar a cavidade antes da reprodução assistida.

A Dra. Maria Eduarda não realiza histeroscopia para quem não é paciente dela: o exame é feito apenas em pacientes que já estão em investigação de infertilidade com ela. O conteúdo desta página é informativo.
A histeroscopia é o exame que enxerga a cavidade uterina por dentro, com uma óptica fina introduzida pelo colo do útero. É o padrão de referência para avaliar pólipos, miomas submucosos, sinequias e septos — e, na maioria das vezes, o mesmo procedimento que diagnostica é o que trata.
O exame é realizado preferencialmente na primeira fase do ciclo, logo após o término da menstruação, quando o endométrio está fino e a visualização é melhor. A cavidade é distendida com soro fisiológico, e a óptica permite inspecionar o canal cervical, a cavidade e os óstios tubários.
A histeroscopia diagnóstica dura poucos minutos. O desconforto é variável — muitas pacientes descrevem cólica moderada e passageira — e há orientação prévia de analgesia. A recuperação é rápida, com retomada das atividades no mesmo dia na maioria dos casos. Após procedimentos cirúrgicos, o repouso e o intervalo até liberar tentativa de gravidez dependem do que foi tratado.
É comum haver cólica leve e sangramento discreto por alguns dias. Sinais que exigem contato com a equipe são febre, sangramento intenso, dor forte que não cede com analgesia habitual e corrimento com odor.
Avaliar a cavidade uterina antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida evita um cenário comum: descobrir um pólipo ou uma sinequia depois de uma transferência embrionária que falhou. O embrião é o recurso mais valioso do tratamento, e transferi-lo para uma cavidade não avaliada é um risco desnecessário.
Nem toda paciente precisa de histeroscopia de rotina antes de uma FIV — a indicação depende dos achados da ultrassonografia, do histórico e da existência de falhas anteriores. O que não se justifica é seguir adiante com suspeita de alteração da cavidade sem esclarecê-la.
Perguntas frequentes
A histeroscopia diagnóstica costuma causar cólica moderada e passageira, comparável a uma cólica menstrual forte, e dura poucos minutos. Há orientação de analgesia prévia, e procedimentos cirúrgicos são realizados com anestesia.
Na histeroscopia diagnóstica, em geral não: ela pode ser feita em ambiente ambulatorial, sem anestesia geral. Procedimentos cirúrgicos, como a retirada de miomas submucosos ou a lise de sinequias, costumam exigir anestesia em centro cirúrgico.
Preferencialmente na primeira fase, logo após o fim da menstruação, quando o endométrio está fino e a visualização da cavidade é melhor.
Após uma histeroscopia diagnóstica, o intervalo é curto. Depois de procedimentos cirúrgicos, depende do que foi tratado — a lise de sinequias e a septoplastia exigem tempo de recuperação e, com frequência, uma revisão da cavidade antes da liberação.
Conteúdo educativo, baseado em diretrizes de sociedades médicas. Não substitui consulta médica: a avaliação de cada caso é individual e acontece em consulta.
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