Procedimentos

Histeroscopia: o exame que enxerga a cavidade uterina

Diagnóstica e cirúrgica: quando é indicada, como é feita, como é o pós e por que avaliar a cavidade antes da reprodução assistida.

Ilustração explicativa do procedimento de histeroscopia
Procedimentos

A Dra. Maria Eduarda não realiza histeroscopia para quem não é paciente dela: o exame é feito apenas em pacientes que já estão em investigação de infertilidade com ela. O conteúdo desta página é informativo.

A histeroscopia é o exame que enxerga a cavidade uterina por dentro, com uma óptica fina introduzida pelo colo do útero. É o padrão de referência para avaliar pólipos, miomas submucosos, sinequias e septos — e, na maioria das vezes, o mesmo procedimento que diagnostica é o que trata.

Diagnóstica e cirúrgica: a diferença

  • Histeroscopia diagnóstica — apenas visualiza a cavidade. É rápida, feita com óptica de pequeno calibre, frequentemente em ambiente ambulatorial e sem necessidade de anestesia geral. Quando indicada, pode incluir biópsia dirigida do endométrio.
  • Histeroscopia cirúrgica — trata o que foi encontrado no mesmo tempo ou em um segundo tempo: retirada de pólipo, ressecção de mioma submucoso, secção de septo uterino, lise de sinequias. Usa instrumentos específicos e costuma ser realizada em centro cirúrgico, com anestesia.

Quando o exame está indicado

  • sangramento uterino anormal, entre ciclos ou após a menopausa;
  • suspeita de pólipo ou mioma submucoso na ultrassonografia ou na histerossonografia;
  • investigação de infertilidade, sobretudo antes de iniciar tratamento de reprodução assistida;
  • falha repetida de implantação embrionária;
  • abortos de repetição, para avaliar a cavidade;
  • suspeita de sinequias após curetagem ou cirurgia uterina prévia;
  • avaliação e tratamento de septo uterino;
  • investigação de espessamento endometrial.

Como é feita e como é o pós

O exame é realizado preferencialmente na primeira fase do ciclo, logo após o término da menstruação, quando o endométrio está fino e a visualização é melhor. A cavidade é distendida com soro fisiológico, e a óptica permite inspecionar o canal cervical, a cavidade e os óstios tubários.

A histeroscopia diagnóstica dura poucos minutos. O desconforto é variável — muitas pacientes descrevem cólica moderada e passageira — e há orientação prévia de analgesia. A recuperação é rápida, com retomada das atividades no mesmo dia na maioria dos casos. Após procedimentos cirúrgicos, o repouso e o intervalo até liberar tentativa de gravidez dependem do que foi tratado.

É comum haver cólica leve e sangramento discreto por alguns dias. Sinais que exigem contato com a equipe são febre, sangramento intenso, dor forte que não cede com analgesia habitual e corrimento com odor.

A histeroscopia antes da reprodução assistida

Avaliar a cavidade uterina antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida evita um cenário comum: descobrir um pólipo ou uma sinequia depois de uma transferência embrionária que falhou. O embrião é o recurso mais valioso do tratamento, e transferi-lo para uma cavidade não avaliada é um risco desnecessário.

Nem toda paciente precisa de histeroscopia de rotina antes de uma FIV — a indicação depende dos achados da ultrassonografia, do histórico e da existência de falhas anteriores. O que não se justifica é seguir adiante com suspeita de alteração da cavidade sem esclarecê-la.

Perguntas frequentes

Histeroscopia: o que mais perguntam

A histeroscopia dói?

A histeroscopia diagnóstica costuma causar cólica moderada e passageira, comparável a uma cólica menstrual forte, e dura poucos minutos. Há orientação de analgesia prévia, e procedimentos cirúrgicos são realizados com anestesia.

Preciso de anestesia geral?

Na histeroscopia diagnóstica, em geral não: ela pode ser feita em ambiente ambulatorial, sem anestesia geral. Procedimentos cirúrgicos, como a retirada de miomas submucosos ou a lise de sinequias, costumam exigir anestesia em centro cirúrgico.

Em que fase do ciclo fazer a histeroscopia?

Preferencialmente na primeira fase, logo após o fim da menstruação, quando o endométrio está fino e a visualização da cavidade é melhor.

Quanto tempo depois posso tentar engravidar?

Após uma histeroscopia diagnóstica, o intervalo é curto. Depois de procedimentos cirúrgicos, depende do que foi tratado — a lise de sinequias e a septoplastia exigem tempo de recuperação e, com frequência, uma revisão da cavidade antes da liberação.

Fontes e referências

Conteúdo educativo, baseado em diretrizes de sociedades médicas. Não substitui consulta médica: a avaliação de cada caso é individual e acontece em consulta.

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