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Pólipos uterinos e fertilidade

Pólipos endometriais ocupam o espaço onde o embrião implanta. Como aparecem na investigação da infertilidade e quando a retirada é indicada.

Mulher de perfil junto a uma janela, em ambiente claro
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Pólipos endometriais são crescimentos do próprio endométrio para dentro da cavidade uterina. São quase sempre benignos e frequentemente assintomáticos — mas, por ocuparem exatamente o espaço onde o embrião precisa se implantar, costumam entrar na investigação de infertilidade e de falha de implantação.

O que é um pólipo endometrial

O pólipo é uma projeção de tecido endometrial, com vaso próprio, que cresce para dentro da cavidade uterina. Pode ser único ou múltiplo, medir poucos milímetros ou vários centímetros, e ter base larga (séssil) ou fina (pediculado). A grande maioria é benigna; a chance de malignidade é baixa e aumenta com a idade, sobretudo depois da menopausa e na presença de sangramento.

Pólipo endometrial não é a mesma coisa que pólipo endocervical, que se forma no canal do colo do útero e costuma ser visto no exame ginecológico de rotina. A conduta é diferente para cada um.

Sintomas — quando existem

Muitos pólipos são achados de exame, sem nenhum sintoma. Quando se manifestam, o mais comum é a alteração do padrão de sangramento:

  • sangramento entre as menstruações (escape ou spotting);
  • menstruação mais volumosa ou mais prolongada que o habitual;
  • sangramento após a relação sexual;
  • qualquer sangramento depois da menopausa — que sempre exige investigação;
  • dificuldade para engravidar ou falha repetida de implantação em tratamentos.

Por que o pólipo entra na investigação de infertilidade

O pólipo interfere de forma mecânica e local: ocupa área da cavidade, altera o ambiente inflamatório do endométrio e pode dificultar tanto o transporte dos espermatozoides quanto a implantação do embrião. A literatura mostra melhora das taxas de gravidez após a retirada de pólipos em mulheres inférteis, inclusive antes de inseminação intrauterina.

Por isso, a avaliação da cavidade uterina faz parte do preparo de quem vai iniciar um tratamento de reprodução assistida. Descobrir um pólipo depois de uma transferência embrionária que falhou é informação chegando tarde.

Diagnóstico e tratamento

A suspeita costuma surgir na ultrassonografia transvaginal, de preferência realizada logo após a menstruação, quando o endométrio está fino e o pólipo se destaca. A histerossonografia — ultrassom com infusão de soro na cavidade — aumenta muito a acurácia. A confirmação definitiva é a histeroscopia, que enxerga a cavidade por dentro.

O tratamento é a polipectomia histeroscópica: o pólipo é retirado sob visão direta, com preservação do endométrio ao redor, e o material vai para análise anatomopatológica. É um procedimento de curta duração, sem corte abdominal, com recuperação rápida. Em pacientes selecionadas pode ser feito em ambiente ambulatorial.

Nem todo pólipo precisa sair. Pólipos muito pequenos, assintomáticos, em mulheres jovens sem queixa reprodutiva, podem ser acompanhados — alguns regridem espontaneamente. A decisão leva em conta tamanho, sintoma, idade, desejo de gravidez e fatores de risco.

Acompanhamento em Brasília

A avaliação da cavidade uterina é parte da rotina de investigação no consultório em Brasília, no Centro Clínico Sul, sobretudo antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida ou diante de falhas de implantação já ocorridas.

Quando a histeroscopia está indicada, o planejamento considera o momento do ciclo, a necessidade ou não de sedação e o intervalo até a próxima etapa do tratamento — para que o procedimento se encaixe no plano, em vez de interrompê-lo.

Perguntas frequentes

Pólipos uterinos: o que mais perguntam

Pólipo no útero é grave?

Na grande maioria das vezes, não: pólipos endometriais são benignos. O risco de malignidade é baixo e aumenta com a idade e na presença de sangramento pós-menopausa, situações em que a retirada e a análise do material são indicadas.

Pólipo endometrial impede a gravidez?

Pode dificultar, porque ocupa espaço na cavidade uterina e altera o ambiente do endométrio. Estudos mostram melhora das taxas de gravidez após a polipectomia em mulheres inférteis, o que torna a avaliação da cavidade parte do preparo para tratamento.

A retirada do pólipo é uma cirurgia grande?

Não. A polipectomia é feita por histeroscopia, sem corte abdominal, com visão direta da cavidade e recuperação rápida. O material retirado é sempre enviado para análise.

Quanto tempo depois da retirada posso tentar engravidar?

Em geral o intervalo é curto, de um a dois ciclos, o suficiente para o endométrio se recuperar. A orientação exata depende do tamanho do pólipo, da extensão da área tratada e do plano de tratamento.

Fontes e referências

Conteúdo educativo, baseado em diretrizes de sociedades médicas. Não substitui consulta médica: a avaliação de cada caso é individual e acontece em consulta.

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